quinta-feira, 7 de maio de 2009
A pedagogia de Freinet
Aula passada, assistimos um documentário sobre a pedagogia de Freinet.
Em muitos aspectos ela é positiva, pois permite ao aluno uma liberdade necessária no aprendizado. muitas vezes o educando se vê preso a um sistema de obrigações desanimadoras, e pode acabar não encontrando o sentido ou objetivo daquele estudo.
Freinet utilizava métodos que ajudavam na criatividade do aluno de modo que o aprendizado, em si, tornava-se interessante, e este já conseguia enxergar a utilidade dos conteúdos trabalhados, na prática. Com a utilização de certos artifícos, tais como o livro da vida, a imprensa na sala de aula, a relação aluno-professor acabou se tornando menos tradicional e passou a ser mais uma relação de companheirismo, em que um aprende com o outro. E também por meio destes métodos criava uma atmosfera confortável para o desenvolvimento da criança, que conseguia se expressar com mais clareza, sem a pressão externa de professores que muitas vezes massacram a liberdade pessoal do aluno.
Virna Varela
Em muitos aspectos ela é positiva, pois permite ao aluno uma liberdade necessária no aprendizado. muitas vezes o educando se vê preso a um sistema de obrigações desanimadoras, e pode acabar não encontrando o sentido ou objetivo daquele estudo.
Freinet utilizava métodos que ajudavam na criatividade do aluno de modo que o aprendizado, em si, tornava-se interessante, e este já conseguia enxergar a utilidade dos conteúdos trabalhados, na prática. Com a utilização de certos artifícos, tais como o livro da vida, a imprensa na sala de aula, a relação aluno-professor acabou se tornando menos tradicional e passou a ser mais uma relação de companheirismo, em que um aprende com o outro. E também por meio destes métodos criava uma atmosfera confortável para o desenvolvimento da criança, que conseguia se expressar com mais clareza, sem a pressão externa de professores que muitas vezes massacram a liberdade pessoal do aluno.
Virna Varela
terça-feira, 28 de abril de 2009
Teorias critico–reprodutivistas
Na década de 60, muitos teóricos passam a desmistificar a visão otimista da escola, na qual os estudantes estão sujeitos a um processo de equalização de capacidades.
O reprodutivismo defende a teoria de que a escola reproduz as diferenças sociais existentes na sociedade, pois não é um sistema à parte.
Bourdieu e Passaron desfazem, em suas obras, a ilusão de autonomia absoluta da escola. O sistema social tem total influência nos indivíduos submetidos à educação. Esses dois sociólogos criaram a teoria da violência simbólica, que seria a imposição das idéias de um determinado grupo para outro. Essa violência é usada com o objetivo de homogeneizar o comportamento social em função de seus interesses.
A escola constitui um instrumento de violência simbólica, para os autores, porque reproduz, em sala de aula, e mesmo fora, as diferenças sociais existentes fora da escola.
Crianças da classe dominante recebem, desde cedo, uma educação semelhante a que irão encontrar na escola, pois são acostumadas a certas atividades que contribuem e às vezes são essenciais para o conhecimento geral. As de classes menos favorecidas não possuem esses privilégios e já entram na escola em desvantagem.
Segundo a hipótese das desigualdades naturais, o sucesso de alguns alunos se deve a certas capacidades inerentes a eles, como dons. Que por coincidência, ou não, são os alunos de origem burguesa. Para os reprodutivistas, essa hipótese mascara o verdadeiro motivo do insucesso dos estudantes de classe baixa.
O filósofo Althusser diz que a escola tem que ser vista como inserida em um sistema capitalista, ele desenvolve a idéia de aparelho ideológico do estado, que consiste na caracterização da realidade em dois níveis, explicada pelos conceitos de estrutura material da sociedade e superestrutura.
Essas duas estruturas têm uma relação de dominância, sendo a superestrutura (estado, escola, etc.) dominante em relação à infra-estrutura (proletariado), portanto é função da superestrutura manter ou assegurar essa dominação da classe burguesa sobre a classe operária. Trata-se da imposição da ideologia. A classe operária só pode continuar existindo através desse método utilizado não só na escola, como também pela igreja, família, meios de informação, etc.
Establet e Baudelot se diferenciam de Bourdieu e Passaron por considerarem o proletariado como que possuindo uma ideologia própria, originada no ambiente exterior à escola. E cabe ao sistema escolar disfarçar essa nascente ideologia.
As análises critico-reprodutivistas têm importância na classificação da escola como detentora e de divisões sociais e sendo principal responsável pela reafirmação das desigualdades dessas classes. No entanto, é necessário que não se atinja o pessimismo dessa teoria a fim de não criar um estado de imobilidade social. Os professores nem sempre são omissos ao sistema, por isso têm a capacidade de mudar seus métodos de ensino. Como diria o filósofo e educador George Snyders, “a partida não se joga unicamente entre alunos ludibriados e professores cúmplices do sistema”.
O professor Luiz Antônio Cunha diz que “se algum problema existe, está na onipotência dos educadores, não nas teorias que pretendem desvelar a ilusão da mudança da sociedade a partir da educação escolar”. As teorias existem para orientar os professores a uma ação, e não os tornarem estáveis e conformados ao sistema de classes.
Virna Varela
Na década de 60, muitos teóricos passam a desmistificar a visão otimista da escola, na qual os estudantes estão sujeitos a um processo de equalização de capacidades.
O reprodutivismo defende a teoria de que a escola reproduz as diferenças sociais existentes na sociedade, pois não é um sistema à parte.
Bourdieu e Passaron desfazem, em suas obras, a ilusão de autonomia absoluta da escola. O sistema social tem total influência nos indivíduos submetidos à educação. Esses dois sociólogos criaram a teoria da violência simbólica, que seria a imposição das idéias de um determinado grupo para outro. Essa violência é usada com o objetivo de homogeneizar o comportamento social em função de seus interesses.
A escola constitui um instrumento de violência simbólica, para os autores, porque reproduz, em sala de aula, e mesmo fora, as diferenças sociais existentes fora da escola.
Crianças da classe dominante recebem, desde cedo, uma educação semelhante a que irão encontrar na escola, pois são acostumadas a certas atividades que contribuem e às vezes são essenciais para o conhecimento geral. As de classes menos favorecidas não possuem esses privilégios e já entram na escola em desvantagem.
Segundo a hipótese das desigualdades naturais, o sucesso de alguns alunos se deve a certas capacidades inerentes a eles, como dons. Que por coincidência, ou não, são os alunos de origem burguesa. Para os reprodutivistas, essa hipótese mascara o verdadeiro motivo do insucesso dos estudantes de classe baixa.
O filósofo Althusser diz que a escola tem que ser vista como inserida em um sistema capitalista, ele desenvolve a idéia de aparelho ideológico do estado, que consiste na caracterização da realidade em dois níveis, explicada pelos conceitos de estrutura material da sociedade e superestrutura.
Essas duas estruturas têm uma relação de dominância, sendo a superestrutura (estado, escola, etc.) dominante em relação à infra-estrutura (proletariado), portanto é função da superestrutura manter ou assegurar essa dominação da classe burguesa sobre a classe operária. Trata-se da imposição da ideologia. A classe operária só pode continuar existindo através desse método utilizado não só na escola, como também pela igreja, família, meios de informação, etc.
Establet e Baudelot se diferenciam de Bourdieu e Passaron por considerarem o proletariado como que possuindo uma ideologia própria, originada no ambiente exterior à escola. E cabe ao sistema escolar disfarçar essa nascente ideologia.
As análises critico-reprodutivistas têm importância na classificação da escola como detentora e de divisões sociais e sendo principal responsável pela reafirmação das desigualdades dessas classes. No entanto, é necessário que não se atinja o pessimismo dessa teoria a fim de não criar um estado de imobilidade social. Os professores nem sempre são omissos ao sistema, por isso têm a capacidade de mudar seus métodos de ensino. Como diria o filósofo e educador George Snyders, “a partida não se joga unicamente entre alunos ludibriados e professores cúmplices do sistema”.
O professor Luiz Antônio Cunha diz que “se algum problema existe, está na onipotência dos educadores, não nas teorias que pretendem desvelar a ilusão da mudança da sociedade a partir da educação escolar”. As teorias existem para orientar os professores a uma ação, e não os tornarem estáveis e conformados ao sistema de classes.
Virna Varela
quinta-feira, 23 de abril de 2009
PEDAGOGIA TRADICIONAL OU PEDAGOGIA NOVA. QUAL DELAS É A MELHOR?
É claro, existem outras pedagogias, mas vamos falar e conhecer mais sobre essas duas práticas de ensino que entram tanto em discussão no que diz respeito aos estudos da área pedagógica.
A pedagogia tradicional, como já se traduz, traz consigo metodologias mais “antigas”, por assim dizer, mas não significando que seja inútil para o nosso cotidiano. O item que define de forma esclarecedora o que é a escola tradicional é a magistrocêntrica, para quem não sabe ou nunca ouviu falar, isso significa que nesse veículo de ensino, o professor é centralizado como meio de transmissão do conhecimento, possui o saber e a autoridade, convém a ele manter a ordem e a disciplina no processo e aprendizagem. O mestre decide tudo e também simboliza “o” exemplo a ser seguido. Nesse contexto tradicional o visar como será o ensino é o principal item de diferenciação das outras pedagogias.
Todas as formas de passar a informação ao aluno é escolha do professor, seja qual método for, como por exemplo: dar premiações ou punições. Essas características trabalham em função da conservação dos valores únicos e imutáveis, ou seja, aquilo vai ser de um jeito e mais nada vai mudar.
Que tal aprender a aprender? Essa pergunta mostra como é a forma de trabalhar da escola nova. Ela se comporta de forma antagônica a tradicional, pois nela o aluno é o centro, o aluno é 99% e o professor funciona apenas como um facilitador da aprendizagem, aprendizagem que aqui se torna o item de diferenciação.
Mudar o ambiente para melhor ensinar, o professor ser um instrumento de despertar nos alunos a curiosidade e a vontade de se interessar pelo assunto na sala de aula, aprender e não decorar são aspectos bem visíveis da pedagogia nova.
Mas ainda sim fica a nossa pergunta que não quer calar. De fato cada uma tem suas vantagens e desvantagens e é por isso que nós na atividade de docente devemos ser maleáveis e saber tratar e agir corretamente de acordo com o contexto, pois haverá situações que necessitem de medidas mais “tradicionais” e outras mais “novas”.
É claro, existem outras pedagogias, mas vamos falar e conhecer mais sobre essas duas práticas de ensino que entram tanto em discussão no que diz respeito aos estudos da área pedagógica.
A pedagogia tradicional, como já se traduz, traz consigo metodologias mais “antigas”, por assim dizer, mas não significando que seja inútil para o nosso cotidiano. O item que define de forma esclarecedora o que é a escola tradicional é a magistrocêntrica, para quem não sabe ou nunca ouviu falar, isso significa que nesse veículo de ensino, o professor é centralizado como meio de transmissão do conhecimento, possui o saber e a autoridade, convém a ele manter a ordem e a disciplina no processo e aprendizagem. O mestre decide tudo e também simboliza “o” exemplo a ser seguido. Nesse contexto tradicional o visar como será o ensino é o principal item de diferenciação das outras pedagogias.
Todas as formas de passar a informação ao aluno é escolha do professor, seja qual método for, como por exemplo: dar premiações ou punições. Essas características trabalham em função da conservação dos valores únicos e imutáveis, ou seja, aquilo vai ser de um jeito e mais nada vai mudar.
Que tal aprender a aprender? Essa pergunta mostra como é a forma de trabalhar da escola nova. Ela se comporta de forma antagônica a tradicional, pois nela o aluno é o centro, o aluno é 99% e o professor funciona apenas como um facilitador da aprendizagem, aprendizagem que aqui se torna o item de diferenciação.
Mudar o ambiente para melhor ensinar, o professor ser um instrumento de despertar nos alunos a curiosidade e a vontade de se interessar pelo assunto na sala de aula, aprender e não decorar são aspectos bem visíveis da pedagogia nova.
Mas ainda sim fica a nossa pergunta que não quer calar. De fato cada uma tem suas vantagens e desvantagens e é por isso que nós na atividade de docente devemos ser maleáveis e saber tratar e agir corretamente de acordo com o contexto, pois haverá situações que necessitem de medidas mais “tradicionais” e outras mais “novas”.
domingo, 5 de abril de 2009


Educação penosa...
A incompetência do poder público e a baixa capacitação profissional de grande parte dos professores são alguns dos fatores que contribuem para a péssima qualidade do ensino fundamental e médio que, conseqüentemente, estão ligados ao baixo nível de alunos de escolas públicas que fizeram ou irão fazer a prova do vestibular e ao baixo índice de aprovação no mesmo.
Fica claro a cada ano que passa, que o ensino fundamental e médios estão totalmente sucateados.Fala-se constantemente em recuperar a educação brasileira,no entanto,não é possível recuperar a qualidade que nunca existiu.É necessário fazer urgentemente uma revolução na educação deste país.Isso seria possível se o poder público não estivesse interessado em continuar com sua política arbitraria de enganação educacional em massa.O jovem de escola pública fica em clara desvantagem quando testado junto com jovens de escolas particulares,isso fica evidente no vestibular.
Portanto, pode-se afirmar que o problema do desequilíbrio ente oferta e demanda de vagas no vestibular, do baixo nível dos candidatos de escolas públicas e do fraco índice de aprovação dos mesmos seria resolvido com investimentos maciços no ensino fundamental e médio que são a base para a formação sócio-educacional dos candidatos a uma vaga.Em fim torna-se necessária uma grande reforma na educação para pelo menos tentar amenizar esse problema que acabou se tornando o acesso ao ensino superior.
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