terça-feira, 28 de abril de 2009

Teorias critico–reprodutivistas

Na década de 60, muitos teóricos passam a desmistificar a visão otimista da escola, na qual os estudantes estão sujeitos a um processo de equalização de capacidades.
O reprodutivismo defende a teoria de que a escola reproduz as diferenças sociais existentes na sociedade, pois não é um sistema à parte.
Bourdieu e Passaron desfazem, em suas obras, a ilusão de autonomia absoluta da escola. O sistema social tem total influência nos indivíduos submetidos à educação. Esses dois sociólogos criaram a teoria da violência simbólica, que seria a imposição das idéias de um determinado grupo para outro. Essa violência é usada com o objetivo de homogeneizar o comportamento social em função de seus interesses.
A escola constitui um instrumento de violência simbólica, para os autores, porque reproduz, em sala de aula, e mesmo fora, as diferenças sociais existentes fora da escola.
Crianças da classe dominante recebem, desde cedo, uma educação semelhante a que irão encontrar na escola, pois são acostumadas a certas atividades que contribuem e às vezes são essenciais para o conhecimento geral. As de classes menos favorecidas não possuem esses privilégios e já entram na escola em desvantagem.
Segundo a hipótese das desigualdades naturais, o sucesso de alguns alunos se deve a certas capacidades inerentes a eles, como dons. Que por coincidência, ou não, são os alunos de origem burguesa. Para os reprodutivistas, essa hipótese mascara o verdadeiro motivo do insucesso dos estudantes de classe baixa.
O filósofo Althusser diz que a escola tem que ser vista como inserida em um sistema capitalista, ele desenvolve a idéia de aparelho ideológico do estado, que consiste na caracterização da realidade em dois níveis, explicada pelos conceitos de estrutura material da sociedade e superestrutura.
Essas duas estruturas têm uma relação de dominância, sendo a superestrutura (estado, escola, etc.) dominante em relação à infra-estrutura (proletariado), portanto é função da superestrutura manter ou assegurar essa dominação da classe burguesa sobre a classe operária. Trata-se da imposição da ideologia. A classe operária só pode continuar existindo através desse método utilizado não só na escola, como também pela igreja, família, meios de informação, etc.
Establet e Baudelot se diferenciam de Bourdieu e Passaron por considerarem o proletariado como que possuindo uma ideologia própria, originada no ambiente exterior à escola. E cabe ao sistema escolar disfarçar essa nascente ideologia.
As análises critico-reprodutivistas têm importância na classificação da escola como detentora e de divisões sociais e sendo principal responsável pela reafirmação das desigualdades dessas classes. No entanto, é necessário que não se atinja o pessimismo dessa teoria a fim de não criar um estado de imobilidade social. Os professores nem sempre são omissos ao sistema, por isso têm a capacidade de mudar seus métodos de ensino. Como diria o filósofo e educador George Snyders, “a partida não se joga unicamente entre alunos ludibriados e professores cúmplices do sistema”.
O professor Luiz Antônio Cunha diz que “se algum problema existe, está na onipotência dos educadores, não nas teorias que pretendem desvelar a ilusão da mudança da sociedade a partir da educação escolar”. As teorias existem para orientar os professores a uma ação, e não os tornarem estáveis e conformados ao sistema de classes.

Virna Varela

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, na Suíça, em 1712.É considerado o pai da pedagogia nova e Padre jesuíta em sua atividade de exemplo tradicional.

PEDAGOGIA TRADICIONAL OU PEDAGOGIA NOVA. QUAL DELAS É A MELHOR?

É claro, existem outras pedagogias, mas vamos falar e conhecer mais sobre essas duas práticas de ensino que entram tanto em discussão no que diz respeito aos estudos da área pedagógica.
A pedagogia tradicional, como já se traduz, traz consigo metodologias mais “antigas”, por assim dizer, mas não significando que seja inútil para o nosso cotidiano. O item que define de forma esclarecedora o que é a escola tradicional é a magistrocêntrica, para quem não sabe ou nunca ouviu falar, isso significa que nesse veículo de ensino, o professor é centralizado como meio de transmissão do conhecimento, possui o saber e a autoridade, convém a ele manter a ordem e a disciplina no processo e aprendizagem. O mestre decide tudo e também simboliza “o” exemplo a ser seguido. Nesse contexto tradicional o visar como será o ensino é o principal item de diferenciação das outras pedagogias.
Todas as formas de passar a informação ao aluno é escolha do professor, seja qual método for, como por exemplo: dar premiações ou punições. Essas características trabalham em função da conservação dos valores únicos e imutáveis, ou seja, aquilo vai ser de um jeito e mais nada vai mudar.
Que tal aprender a aprender? Essa pergunta mostra como é a forma de trabalhar da escola nova. Ela se comporta de forma antagônica a tradicional, pois nela o aluno é o centro, o aluno é 99% e o professor funciona apenas como um facilitador da aprendizagem, aprendizagem que aqui se torna o item de diferenciação.
Mudar o ambiente para melhor ensinar, o professor ser um instrumento de despertar nos alunos a curiosidade e a vontade de se interessar pelo assunto na sala de aula, aprender e não decorar são aspectos bem visíveis da pedagogia nova.
Mas ainda sim fica a nossa pergunta que não quer calar. De fato cada uma tem suas vantagens e desvantagens e é por isso que nós na atividade de docente devemos ser maleáveis e saber tratar e agir corretamente de acordo com o contexto, pois haverá situações que necessitem de medidas mais “tradicionais” e outras mais “novas”.

domingo, 5 de abril de 2009



Educação penosa...

A incompetência do poder público e a baixa capacitação profissional de grande parte dos professores são alguns dos fatores que contribuem para a péssima qualidade do ensino fundamental e médio que, conseqüentemente, estão ligados ao baixo nível de alunos de escolas públicas que fizeram ou irão fazer a prova do vestibular e ao baixo índice de aprovação no mesmo.
Fica claro a cada ano que passa, que o ensino fundamental e médios estão totalmente sucateados.Fala-se constantemente em recuperar a educação brasileira,no entanto,não é possível recuperar a qualidade que nunca existiu.É necessário fazer urgentemente uma revolução na educação deste país.Isso seria possível se o poder público não estivesse interessado em continuar com sua política arbitraria de enganação educacional em massa.O jovem de escola pública fica em clara desvantagem quando testado junto com jovens de escolas particulares,isso fica evidente no vestibular.
Portanto, pode-se afirmar que o problema do desequilíbrio ente oferta e demanda de vagas no vestibular, do baixo nível dos candidatos de escolas públicas e do fraco índice de aprovação dos mesmos seria resolvido com investimentos maciços no ensino fundamental e médio que são a base para a formação sócio-educacional dos candidatos a uma vaga.Em fim torna-se necessária uma grande reforma na educação para pelo menos tentar amenizar esse problema que acabou se tornando o acesso ao ensino superior.

Futuro, a recompensa.

Século XXI, o homem sente o reflexo de sua arrogância, ganância e irresponsabilidade. No momento em que suas atitudes finalmente condizem com seus pensamentos e sua prepotência da lugar ao medo. Mas que medo é esse?
O simples toque de uma sirene, o soar de alarmes ou o sinal de alerta na televisão podem trazer a confirmação dos efeitos catastróficos causados pelo uso exacerbado e irresponsável dos recursos naturais e pelo consumo exagerado de combustíveis fósseis que, por sua vez, liberam gases nocivos a natureza. Essa confirmação só deixa evidente o medo que o homem contemporâneo sente de seu futuro em ralação a sua convivência harmônica com o meio ambiente, pelo simples fato de saber que é inevitável escapar das conseqüências de seu consumismo e que com uma sociedade cada vez mais hipócrita e promiscua, a humanidade tem sua existência cada vez mais ameaçada.
O temor e a incerteza da não garantiam de nossa existência aflige também as grandes potências que “tentam”, sem grande sucesso, mudar o hábito capitalista do consumo sem limites. Sua ineficácia pode ser comprovada no aumento significativo da produção e venda de automóveis movidos a combustíveis fósseis, tendo disponível o uso de transporte público como metros, ônibus e a própria bicicleta, alem dos veículos movidos a bicombustíveis.
Portanto, pode-se afirmar que o futuro da humanidade é incerto devido ao mau uso dos recursos naturais, ao consumo exagerado de combustíveis fósseis e ao estilo consumista de se viver. E, com isso, dizer que o medo do futuro é uma realidade mais próxima do que se imagina.

Marcelo Henrique
3ª Avaliação-Fundamentos Sociofilosóficos da Educação

A prática da ética não pode ser vista como algo imutável. Ela varia consideravelmente de acordo com a cultura, crença e a comunidade em que o indivíduo está inserido.
Um exemplo dessa afirmação é que na religião muçulmana o fato de um homem poder possuir até quatro mulheres influi diretamente no pensamento ético daqueles que seguem essa cultura, já na cultura cristã, a poligamia é algo extremamente absurdo e inaceitável.
Examinando as duas linhas de raciocínio ético, para a ética mulçumana, o poder aquisitivo representa a capacidade de o indivíduo possuir suas respectivas esposas, para a ética cristã, Deus criou “o homem para a mulher”. Observando o exemplo citado: Será que a cultura não influencia na formação ética do sujeito?
De fato a cultura exerce uma relevante influência na prática da ética de cada indivíduo, ou seja, a partir do momento que o ser humano está exposto a determinadas variações culturais, seu conceito ético sofre variação concomitante com seu pensamento intelectual.
Esse sujeito cujos pilares éticos estão formados pode estar sujeito a ação de duas vertentes que atuam sobre ele: O princípio da exclusão, que segundo Edgar Morin, autor consultado, significa que ninguém pode ocupar o espaço egocêntrico onde nos exprimimos pelo nosso Eu, e O princípio da inclusão, que atrai o semelhante de forma altruísta e interagindo com maior facilidade no ato de religação do pensamento coletivo.
Mas que religação seria essa? A palavra religação nesse contexto se decodifica como um elo que mantém em harmonia os três elementos (indivíduo/espécie/sociedade) responsáveis pelo entendimento das nossas ações, nosso jeito de pensar e num modo geral, um meio de entender a sociedade em que estamos inseridos. É claro que não é uma tarefa fácil, mas se passamos a estudar as bases da formação ética de um indivíduo, vamos poder analisar futuramente a sociedade que um conjunto desses mesmos indivíduos formarão.
Guerras e conflitos entre nações podem surgir a partir de colisões entre pontos de vista diferentes, gerando assim desastres como a Segunda Guerra Mundial. No filme “O Leitor” se põe em julgamento todo o modo de pensar impregnado numa geração inteira que viveu na sombra de uma Alemanha nazista, dessa forma, induzindo a nova geração que virá a uma reconstrução de seus valores para uma nação sem preconceito racial, étnico e social.
O s valores são a base para a construção da moral, e logo a moral sintetiza e nutre à ética. Esses são elementos que se unem de forma natural, pois o ser humano já traz isso consigo, e nos ajudam a perceber a importância da tríade em que o indivíduo liga-se num todo, formando sua espécie que expande, criando uma sociedade.
Vale salientar que os três formam um só, sempre estão em união e a manutenção desse mecanismo depende de cada um de nós, que de um modo altruísta de pensar nos conduz a um mundo melhor com base, é claro, na educação.


Discentes: Pedro Guilherme; Marcelo Henrique

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Como educar para uma cabeça bem feita?

Edgar Morin demonstra uma posição extremamente coerente em relação a como educar uma pessoa para que a mesma tenha uma cabeça bem feita. Em síntese,pode-se afirmar que a grande dificuldade de quem dispõe-se em “Educar uma cabeça bem feita” é o analfabetismo funcional, que consiste na “falta” de capacidade interpretativa e na ausência de senso crítico da maioria dos estudantes, sejam eles do ensino fundamental,médio ou superior.O acumulo de saber ñ é o mais importante,mas sim saber gerenciar e organizar o conhecimento a fim de obter maior sucesso educativo.
Por fim, o modo mais simples e eficaz de “Educar para uma cabeça bem feita” é incentivar a curiosidade dos estudantes, ensinar os mesmos como lhe dar com os problemas curriculares ou extracurriculares e, principalmente, se empenhar em acabar com o analfabetismo funcional que tem se mostrado devastador na formação educacional.

Marcelo Henrique Campos de Queiroz